Segunda, 13 de julho de 2026, 21:17
ELEIÇÕES 2026

Acusado de homicídio, vereador Kaká do Frigo retoma mandato na Câmara de Timon

Em seu primeiro discurso no plenário desde que deixou a prisão, o parlamentar agradeceu o apoio da família.

O vereador de Timon Luís Carlos da Silva Sá, o Kaká do Frigo Sá (Agir), voltou à Câmara Municipal nesta segunda-feira (13), após ser colocado em liberdade por decisão do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA). Em seu primeiro discurso no plenário desde que deixou a prisão, o parlamentar agradeceu o apoio da família, dos amigos e dos colegas vereadores, citou a Bíblia e afirmou ter sido alvo de uma acusação injusta.

  
Vereador de Timon Luís Carlos da Silva Sá, o Kaká do Frigo Sá (Agir). Foto: Reprodução câmara
 
 
 

Ao iniciar o pronunciamento, Kaká disse que retornava para exercer o mandato que, segundo ele, lhe foi confiado pela população pela quarta vez consecutiva. "Hoje retorno a esta tribuna com o coração profundamente emocionado, mas feliz. Depois de um período extremamente difícil da minha vida, Deus me concedeu a oportunidade de voltar a esta Casa para continuar exercendo o mandato que o povo de Timon me confiou pela quarta vez seguida."

O vereador afirmou que a investigação afetou também familiares e pessoas próximas. "Nos últimos meses vivi a maior tempestade da minha vida. Uma tempestade que atingiu não apenas a mim, mas também meus familiares, meus amigos e todas as pessoas que sempre caminharam ao meu lado."

Durante o discurso, Kaká disse que a experiência fortaleceu sua fé e lembrou os ensinamentos recebidos dos pais. "Não escondo que houve momentos de dor, de frustração, de lágrimas. Mas também foram momentos em que minha fé foi ainda mais fortalecida. Meus pais me ensinaram, a mim e aos meus irmãos, que a honestidade, o caráter e a palavra valem mais do que qualquer outra coisa."

Ao agradecer o apoio recebido, o vereador afirmou que os momentos difíceis mostraram quem permaneceu ao seu lado. "O bom do momento difícil é que toda alma ruim se afasta de você e só ficam as almas boas."

Prisão e retorno ao mandato

Kaká do Frigo estava preso preventivamente desde 29 de junho, acusado pelo Ministério Público do Maranhão de participar do planejamento do assassinato de Antônio de Pádua Cunha Santos, ocorrido em janeiro de 2023, na zona rural de Matões (MA).

Segundo a denúncia, o vereador, um irmão e um primo teriam pago R$ 100 mil a pistoleiros para executar a vítima. A defesa nega as acusações.

Na última semana, a 3ª Câmara Criminal do TJ-MA concedeu habeas corpus ao parlamentar. O desembargador Nelson Ferreira Martins Filho entendeu que a decisão que mantinha a prisão preventiva não apresentou fundamentação suficiente para justificar a continuidade da medida.

Apesar da soltura, Kaká do Frigo continuará respondendo ao processo e deverá cumprir medidas cautelares, entre elas a proibição de manter contato com os demais investigados e testemunhas, além de restrições para deixar o município sem autorização judicial.

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