Segunda, 09 de março de 2026, 17:39
ESTRATÉGIA ELEITORAL

Chapa do Republicanos pode atrapalhar estratégia da base, diz Marcelo Castro

A articulação inicial previa a formação de apenas duas chapas proporcionais.

O senador Marcelo Castro, presidente do diretório estadual do MDB, afirmou que a possibilidade de o Republicanos lançar uma chapa própria para a Assembleia Legislativa do Piauí pode atrapalhar a estratégia eleitoral que vinha sendo defendida por partidos da base do governador Rafael Fonteles.

A articulação inicial previa a formação de apenas duas chapas proporcionais: a federação formada por PT, PV e PCdoB, além de uma composição entre PSD e MDB.

Segundo Marcelo Castro, o menor número de chapas é a forma mais eficiente de ampliar a eleição de parlamentares da base.

  

Senador Marcelo Castro (MDB). Foto: Hanniel Libni
 

“Eu sempre defendi, junto ao governo, que a maneira mais eficiente para a base do governo fazer o maior número de deputados federais, fazer o maior número de deputados estaduais, é ter o menor número de chapas possível. O ideal é que pudesse ser uma chapa só, mas uma chapa só não cabe todo mundo”, afirmou.

O senador disse que, diante disso, a alternativa considerada mais viável eria a formação de duas chapas.

“Então não cabendo uma chapa só, o ideal seria duas chapas, uma para deputado estadual, duas para deputado estadual e duas para deputado federal. Então uma do PT e uma do PSD para federal e uma do PT e outra do MDB para estadual”, declarou.

Marcelo Castro também alertou que o aumento no número de chapas pode reduzir o número de eleitos da base governista.

“Poderá, no final, fazendo as contas, como já aconteceu no passado, do partido fazer um ou dois deputados estaduais a menos se for com várias chapas e fazer um deputado federal a menos se for com várias chapas, que nós poderíamos fazer mais se fossem só duas chapas”, disse.

O senador afirmou que o posicionamento já foi apresentado ao governador.

“A minha posição são cálculos matemáticos, que qualquer um pode fazer. Nós já tivemos essa experiência no passado e nós já provamos que é muito mais eficiente e no menor número de chapas”, afirmou.

Apesar disso, ele reconheceu que a formação das chapas envolve negociações políticas.

“Todo mundo sabe fazer conta, sabe que o que eu estou dizendo seria o ideal, mas entre o ideal e o real, você sabe que tem uma distância muito grande”, concluiu.

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