A Advocacia do Senado Federal protocolou, na última quinta-feira (4), um pedido de prisão preventiva contra o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), acusado de violência política de gênero contra a ex-senadora e atual prefeita de Crateús (CE), Janaína Farias (PT). O pedido foi feito no âmbito de uma ação penal eleitoral movida pelo Ministério Público Eleitoral. O caso começou em abril de 2023, quando Janaína assumiu no Senado a vaga de Camilo Santana, atual ministro da Educação.

Em maio deste ano, Ciro foi condenado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios ao pagamento de R$ 52 mil em indenização por declarações feitas contra Janaína, chamando-a de "cortesã" e "assessora para assuntos de cama do Camilo Santana". O novo pedido de prisão foi motivado por falas recentes de Ciro, que voltou a mencionar a prefeita em entrevistas.

  
Advocacia do Senado pede prisão de Ciro Gomes por violência gênero. Reprodução/ Internet
   

A Advocacia do Senado argumenta que as novas declarações configuram reincidência e oferecem risco à integridade da prefeita. Entre as medidas sugeridas, caso a prisão não seja decretada, estão a proibição de contato e de novas manifestações públicas contra Janaína, além de impedir aproximação física inferior a 500 metros.

A defesa de Ciro Gomes afirma que vai contestar o pedido de prisão e nega a prática de violência política de gênero. Para o advogado Walber Agra, a ação busca criminalizar um discurso político e restringir a liberdade de expressão do ex-ministro. Janaína, por sua vez, afirmou que as novas falas são ainda mais graves e prejudicam sua imagem como prefeita.