Quarta, 26 de agosto de 2026, 02:29
FIEPI

Freitas Neto defende redução da máquina pública e da carga tributária

Para o ex-governador, o corte de gastos não deveria ficar restrito ao Poder Executivo.

O ex-governador do Piauí Freitas Neto, diretor de Assuntos Econômicos da Federação das Indústrias do Estado do Piauí (FIEPI), defendeu a redução da carga tributária e um enxugamento da máquina pública como medidas para estimular o setor produtivo e ampliar os investimentos no país.

Em entrevista ao Central Piauí, Freitas Neto afirmou que a elevada carga de impostos é um dos principais obstáculos enfrentados pelas empresas e avaliou que a redução das despesas do poder público abriria espaço para uma política econômica mais favorável ao setor produtivo.

  

Ex-governador do Piauí Freitas Neto. Foto: Reprodução.

   

“É um problema que trava o desenvolvimento empresarial e, consequentemente, o desenvolvimento de todo o país, que é a carga tributária quase que insuportável”, afirmou.

Para o ex-governador, o corte de gastos não deveria ficar restrito ao Poder Executivo. Na avaliação dele, seria necessário um entendimento entre os diferentes Poderes para reduzir despesas da estrutura pública.

“Não pode partir só de um poder. Tem que haver uma espécie de um acordo geral para que todos enfrentem uma agenda desse tipo”, disse.

Freitas Neto também apontou os juros como outra preocupação do empresariado. Segundo ele, o custo do crédito inviabiliza investimentos e dificulta a expansão das empresas. “Não existe negócios sem financiamento, mas negócios com financiamento de juro a 14%, ele é praticamente inviável. Ele é antieconômico”, declarou.

Ao comentar a situação do Piauí, o diretor da FIEPI disse acreditar que também há espaço para reduzir custos e facilitar a relação entre o poder público e quem pretende investir no Estado. Para ele, o governo precisa criar um ambiente mais favorável para empresários, empreendedores e novos investidores.

Freitas Neto afirmou ainda que o poder público depende diretamente da atividade econômica para manter sua estrutura e financiar os serviços oferecidos à população.

“O governo não fatura. O governo gerencia o dinheiro que é produzido, que é criado, fruto do trabalho, da produção, das atividades econômicas, da indústria, do comércio, da agricultura e dos serviços”, afirmou.

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