O Supremo Tribunal Federal (STF) inicia nesta terça-feira (2) o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros sete réus acusados de participação em tentativa de golpe de Estado. Apesar de ter a possibilidade de solicitar autorização para comparecer, a expectativa é que Bolsonaro não participe das sessões. A decisão final sobre sua presença ainda não foi comunicada ao tribunal.
A defesa orientou que ele permaneça em casa, sob prisão domiciliar, para evitar que o julgamento ganhe tom político. Para os advogados, a presença do ex-presidente poderia gerar repercussão negativa e afetar a estratégia processual. Caso Bolsonaro optasse por ir ao tribunal, dependeria de autorização do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso.
Nos bastidores, aliados afirmam que Bolsonaro cogitou aparecer na abertura ou no encerramento do julgamento, como gesto simbólico. Até o momento, porém, não houve qualquer pedido formal para sua ida ao Supremo.
O julgamento será realizado em cinco sessões, ao longo das duas primeiras semanas de setembro, e inclui réus civis e militares. As acusações vão de tentativa de golpe de Estado e associação criminosa a dano ao patrimônio público. A Procuradoria-Geral da República pede penas que, no caso do ex-presidente, podem somar mais de 40 anos de prisão.