O vereador Pedro Alcântara (Progressistas), vice-líder do prefeito Silvio Mendes (União Brasil) na Câmara Municipal de Teresina, afirmou em entrevista ao Central Piauí que não vê contradição na decisão da Prefeitura de contratar uma operação de crédito de até R$ 700 milhões, apesar das críticas feitas anteriormente por aliados do prefeito aos empréstimos do Governo do Piauí.

Questionado sobre a mudança de posição, o parlamentar afirmou que as situações são diferentes e que não seria possível comparar o nível de endividamento da Prefeitura de Teresina com o do Governo do Estado.

“Não dá nem para comparar os empréstimos do Estado com a Prefeitura. O Estado do Piauí pediu R$ 22 bilhões de empréstimos. O Estado de São Paulo, que é a locomotiva do Brasil, pediu R$ 19 bilhões. Então, é incomparável o empréstimo do Estado com o do município”, afirmou.

Pedro Alcântara também negou a existencia de declarações de Silvio Mendes de que jamais contrataria empréstimos. Segundo ele, a crítica do prefeito era direcionada a operações consideradas vultosas. “Não me lembro dele ter dito isso não. Não me recordo dele ter dito isso. Ele disse que não faria empréstimos vultosos, como faz o Governo do Estado”, declarou.

Crítica ao Governo do Piauí

Ao defender a operação da Prefeitura de Teresina, o vereador afirmou que financiamentos de menor proporção não comprometeriam as contas municipais. “Penso que não vai quebrar a Prefeitura de Teresina”, disse.

Na sequência, Pedro voltou a criticar o volume de empréstimos contratados pelo Governo do Piauí. O vereador questionou o uso dos recursos diante de problemas que, segundo ele, ainda existem nas áreas de saúde e educação.

“Agora, o Estado do Piauí é um estado insolvente, porque São Paulo é o estado mais rico e pediu menos empréstimo que o Piauí. É uma coisa que tem que ser estudada. Para que tanto dinheiro que o Estado do Piauí tem, a saúde precária, o Estado do Piauí tem um sistema de educação precário?”, questionou.

A declaração ocorre em meio à discussão sobre a autorização concedida pela Câmara Municipal para que a Prefeitura de Teresina contrate até R$ 700 milhões em crédito para refinanciamento de dívidas.