O presidente do Paraguai, Santiago Peña, sofreu uma derrota no Senado nesta sexta-feira (6), após os parlamentares rejeitarem sua solicitação de mais 72 horas para organizar a defesa no processo de impeachment. A decisão foi tomada durante uma sessão de forte tensão política e determina que o presidente ou seus advogados apresentem os argumentos diante do plenário em até 30 minutos. O pedido de ampliação do prazo foi submetido à votação e acabou recusado por volta das 11h40.
Os trabalhos foram retomados aproximadamente às 11h, quase uma hora depois do horário inicialmente previsto. A sessão faz parte do julgamento que discute a continuidade do processo contra Peña, em um momento de pressão sobre o governo paraguaio. Com a decisão dos senadores, a defesa não terá o período adicional solicitado e precisará apresentar seus esclarecimentos dentro do tempo estabelecido pelo Legislativo.
A crise que envolve o presidente está ligada a um escândalo de fraudes relacionado ao Ueno Bank, apontado como o principal banco digital do Paraguai. O episódio ganhou espaço nas discussões políticas e está no centro das acusações que motivaram o processo de impeachment. O caso colocou a administração de Santiago Peña sob pressão e levou o Senado a dar andamento ao julgamento.
Agora, a expectativa é pela manifestação da defesa presidencial diante dos senadores. O tempo de 30 minutos deverá ser utilizado para contestar os pontos apresentados no processo e expor os argumentos em favor do presidente. A rejeição do prazo adicional mantém o julgamento em andamento e representa mais um capítulo da crise política enfrentada pelo governo do Paraguai.