A ação que apura suposta compra de votos e outros crimes atribuídos à vereadora afastada Tatiana Medeiros (PSB) entrou na fase de alegações finais. A partir desta segunda-feira (2), a defesa terá cinco dias para se manifestar no processo, após o encerramento das considerações do Ministério Público do Piauí, concluídas na sexta-feira (27).
Com o fim da etapa do Ministério Público, o caso segue para análise da defesa. Depois da entrega das alegações finais, o juiz responsável deverá examinar as provas reunidas e decidir se absolve ou condena a parlamentar. Mesmo com a sentença em primeira instância, ainda caberão recursos ao Tribunal Regional Eleitoral do Piauí e, posteriormente, ao Tribunal Superior Eleitoral.

A investigação teve início em novembro de 2024, após a prisão de Alandilson Cardoso Passos, então namorado da vereadora, em operação da Polícia Federal. Ele foi apontado como integrante da facção Bonde dos 40 e investigado por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Durante as apurações, surgiram indícios de que o grupo teria financiado a campanha eleitoral da parlamentar.
Em abril de 2025, Tatiana Medeiros foi presa por decisão da Justiça Eleitoral no âmbito da Operação Escudo Eleitoral. Ela passou a responder por organização criminosa, corrupção eleitoral, lavagem de dinheiro, peculato e falsidade ideológica. O caso teve reviravoltas com decisões judiciais que anularam provas, suspenderam audiências e determinaram soltura e retorno ao mandato, medidas posteriormente revistas pelo Tribunal Regional Eleitoral do Piauí.

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