A votação das eleições de 2026 começa mais cedo para os brasileiros que vivem no exterior. Por causa dos fusos horários, os primeiros eleitores votam ainda no sábado (3), na Nova Zelândia, enquanto a votação termina no domingo (4), no Canadá.

Considerando o horário de Brasília, o processo no exterior começa às 16h de sábado e se estende até as 21h de domingo. No Brasil, as urnas funcionam das 8h às 17h.

Ao todo, 918,9 mil brasileiros estão aptos a votar fora do país, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O número é 31,8% maior que o registrado em 2022, quando havia 697,1 mil eleitores cadastrados no exterior.

Os Estados Unidos concentram o maior eleitorado, com 265,4 mil pessoas. Portugal aparece em seguida, com 134,7 mil, seguido pelo Japão, com 88,4 mil.

Entre as cidades, Lisboa lidera, com 78.833 eleitores. Boston aparece na segunda posição, com 53.406, seguida por Porto, com 47.676, e Nagóia, no Japão, com 44.570.

Apesar do crescimento do eleitorado brasileiro no exterior, os números não significam necessariamente um aumento proporcional da população brasileira que vive fora do país. O resultado também pode refletir novos alistamentos, transferências de domicílio eleitoral e atualizações cadastrais.

Voto no exterior é apenas para presidente

Os brasileiros que votam fora do país participam somente da eleição para presidente da República. Não há votação para governador, senador ou deputado.

As regras de obrigatoriedade são as mesmas do território nacional: o voto é obrigatório para brasileiros alfabetizados com idade entre 18 e 70 anos. Para analfabetos, maiores de 70 anos e jovens de 16 e 17 anos, o voto é facultativo.

Mulheres são maioria

As mulheres representam 57,4% do eleitorado brasileiro no exterior, com 527.734 eleitoras. Os homens somam 42,6%, com cerca de 391 mil eleitores.

A faixa etária mais numerosa é a de 40 a 44 anos, com 124.782 pessoas. Em seguida aparecem os eleitores de 45 a 49 anos, com 116.267.

Eleitorado está espalhado por 186 localidades

Os dados do TSE mostram brasileiros aptos a votar em 186 localidades fora do país. Enquanto cidades como Lisboa, Boston e Porto concentram dezenas de milhares de eleitores, há locais com apenas um eleitor cadastrado.

É o caso de cidades como Dacca, em Bangladesh; Pyongyang, na Coreia do Norte; Cobija, na Bolívia; e Santa Elena de Uairén, na Venezuela.

Para organizar a votação, o Tribunal Superior Eleitoral aprovou R$ 13,2 milhões para a locação de imóveis no exterior, atendendo a uma demanda do Ministério das Relações Exteriores. A medida ampliou a estrutura de votação em diferentes países.

No exterior, as seções eleitorais funcionam normalmente em embaixadas e consulados, mas também podem ser instaladas em outros espaços quando necessário.