O prefeito de Teresina, Silvio Mendes, anunciou nesta segunda-feira (18) uma série de medidas para endurecer a fiscalização durante as paralisações programadas pelos trabalhadores do transporte coletivo da capital.

As ações foram definidas após reunião de emergência realizada no Palácio da Cidade diante da mobilização organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários do Piauí, que prevê interrupções de duas horas nos horários de pico ao longo dos próximos dias.
Segundo a Prefeitura, a Procuradoria Geral do Município irá protocolar uma ação judicial para impedir bloqueios em vias públicas, especialmente casos em que ônibus sejam estacionados em fila dupla ou interrompam trajetos antes do destino final.
A gestão municipal informou ainda que cada veículo flagrado cometendo infrações poderá receber multa de até R$ 5.874. De acordo com Silvio Mendes, os próprios motoristas e cobradores poderão ser responsabilizados pelo pagamento das penalidades.
“Iso aí nós não vamos admitir. Estamos pedindo cautela à Guarda Municipal, dando conhecimento à Secretaria de Segurança e ao comandante da Polícia Militar. Vamos pedir bom senso”, declarou o prefeito.
Silvio Mendes afirmou ainda que a Prefeitura está articulando alternativas para reduzir os impactos das paralisações, incluindo o cadastramento de vans e micro-ônibus para substituir parte da frota nos horários afetados.
Durante entrevista, o prefeito disse esperar que não haja agravamento da crise, mas reforçou que a gestão reagirá caso ocorram bloqueios ou interrupções consideradas irregulares. “Toda ação tem reação de igual proporção e sentido contrário”, afirmou.
As paralisações ocorrem em meio ao impasse entre trabalhadores e empresários do setor. A categoria reivindica reajuste salarial, aumento no ticket-alimentação e melhorias no plano de saúde.
Em nota, o Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina informou que o estado de greve não representa paralisação total da frota e garantiu que os ônibus continuarão circulando normalmente ao longo do dia.
O sindicato patronal argumenta que o sistema enfrenta dificuldades financeiras provocadas pelo congelamento da tarifa desde 2018 e pela redução no número de passageiros transportados, cenário agravado após a pandemia da COVID-19.
Segundo a entidade, os trabalhadores pedem reajuste de aproximadamente 46% no ticket-alimentação, 36% no plano de saúde e aumento salarial de 12%, enquanto os reajustes médios anuais do setor girariam entre 3% e 4%.
O SETUT informou ainda que mantém diálogo com órgãos públicos e defendeu medidas para modernizar o sistema de transporte coletivo, incluindo renovação da frota e aumento do número de ônibus em circulação.

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