O presidente estadual do PL no Piauí, Tiago Junqueira, defendeu que a jornada de trabalho seja definida a partir de negociações entre empregados e empregadores e cobrou maior rigor no combate à criminalidade. Os temas foram abordados em entrevista ao Central Piauí.
Ao comentar a proposta de acabar com a escala 6x1, modelo em que o trabalhador atua por seis dias e folga um, Junqueira afirmou que cada categoria tem particularidades que precisam ser consideradas. Para ele, a liberdade de negociação deve orientar a definição das jornadas e da remuneração.
“Quem trabalhar mais, na minha opinião, tem que ganhar mais”, afirmou.
Como exemplo, ele citou garçons que recebem a taxa de serviço e que, segundo relatou, podem preferir jornadas maiores para ampliar os ganhos. Na avaliação do dirigente, o diálogo entre trabalhadores e empregadores seria o caminho mais adequado para estabelecer as condições de cada atividade. A posição se aproxima da defesa de liberdade de escolha apresentada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) no debate sobre a escala de trabalho.
Na área da segurança pública, Junqueira criticou a reincidência criminal e afirmou que pessoas que cometem delitos precisam ser responsabilizadas. Ele disse que policiais frequentemente prendem os mesmos suspeitos várias vezes e defendeu que o sistema de Justiça não seja leniente com quem comete crimes.
“Jovens principalmente entendam que o crime no Brasil não compensa”, declarou.
O presidente do PL também defendeu o estudo e o trabalho como caminhos para que os jovens construam sua trajetória profissional. Segundo ele, o objetivo deve ser ampliar as oportunidades e reduzir a dependência de intermediários políticos para ter acesso a emprego e serviços.