Os vereadores João Pereira e Pedro Alcântara protagonizaram um debate sobre o financiamento da saúde em Teresina, especialmente em relação à construção de uma policlínica que, segundo parlamentares da oposição, teria recursos assegurados pelo Governo Federal.

Durante entrevista à imprensa, João Pereira criticou a decisão da Prefeitura de Teresina de não aderir ao projeto da unidade de saúde, avaliada em cerca de R$ 20 milhões. Segundo ele, o município teria recusado a obra alegando dificuldades futuras para manutenção da estrutura e contratação de profissionais.
“O que foi que a Prefeitura fez? Assinou um documento dizendo que não queria receber porque não tinha pessoal humano. Primeiro se constrói o espaço público e depois se pensa em pessoal”, afirmou.
O vereador do PT defendeu que a responsabilidade pelo funcionamento da saúde pública é compartilhada entre União, Estado e município. Para ele, o debate sobre custeio não pode servir como justificativa para impedir novos investimentos na rede pública.
“A saúde é tripartite. O problema não é só da Prefeitura, nem só do Estado ou do Governo Federal. É de todos nós”, declarou.
João Pereira também afirmou que a cidade precisa superar o que chamou de “muro de lamentações” entre os entes públicos e buscar soluções conjuntas para problemas históricos da capital.
Já o vereador Pedro Alcântara, vice-líder do prefeito Silvio Mendes na Câmara Municipal, rebateu as críticas e argumentou que o principal desafio não está na construção da policlínica, mas na manutenção financeira da unidade.
Segundo ele, a Prefeitura já enfrenta dificuldades para custear serviços como o Hospital de Urgência de Teresina (HUT), que recebe pacientes de diversas regiões do estado. “O difícil é a manutenção, o custeio. Fazer policlínica não é difícil”, afirmou.
Pedro Alcântara também criticou o Governo do Estado ao afirmar que o fechamento do pronto-socorro estadual aumentou a pressão sobre o HUT. “O governo fechou o pronto-socorro que recebia as demandas do interior e jogou todo mundo no HUT”, disse.
O parlamentar ainda defendeu que obras estaduais ou federais deveriam ter garantia de manutenção pelos próprios governos responsáveis pelos investimentos. “Faça policlínica estadual ou federal e mantenha. O problema é que constroem e depois querem que a Prefeitura assuma tudo”, argumentou.

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