Uma criança de apenas quatro anos de idade, desaparecida no interior da Austrália, guarda semelhanças com outros casos de crianças desaparecidas, inclusive da cidade Bacabal no Maranhão, sobretudo pelo longo período sem informações sobre seu paradeiro e pela ausência, até o momento, de pistas conclusivas que possam esclarecer o que aconteceu.
Gus Lamont desapareceu no dia 27 de setembro de 2025, enquanto brincava nos arredores da propriedade de seus avós, em Oak Park, a cerca de 240 quilômetros da cidade de Adelaide, na Austrália.
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Os avós de Gus, Josie e Shannon Murray, são proprietários de uma fazenda de ovelhas situada em uma região rural e isolada, aproximadamente 50 quilômetros da cidade mais próxima. Segundo informações divulgadas pela polícia local, o menino usava um chapéu cinza e uma camiseta azul quando foi visto pela última vez.
Centenas de policiais foram mobilizados nos dias e meses que se seguiram ao desaparecimento. Poços foram vasculhados, drones sobrevoaram a região e até barragens chegaram a ser drenadas, em uma ampla operação de busca. Apesar dos esforços, nenhuma pista conclusiva sobre o paradeiro da criança foi encontrada.
Assim como ocorre em outros casos de desaparecimento, diversas hipóteses foram levantadas ao longo das investigações, mas não encontraram confirmação. Entre elas, moradores chegaram a cogitar a possibilidade de Gus ter sido levado por uma águia-de-cauda-em-cunha. Também houve especulações de que ele pudesse ter sido atacado por cães selvagens e que seus restos mortais, posteriormente, tivessem sido espalhados ou consumidos por outros animais. Essas possibilidades, no entanto, não foram confirmadas pelas investigações ou por especialistas em fauna silvestre.
Incialmente, a polícia concentrou as investigações em três possibilidades principais: a de que o menino tenha se perdido, a de que tenha sido sequestrado ou a de que tenha sido vítima de um crime. Com o avanço das investigações, a hipótese de homicídio passou a receber maior atenção das autoridades, enquanto as demais possibilidades perderam espaço.
A possibilidade de um crime também deu origem a especulações sobre pessoas próximas à criança, inclusive seus avós. Um amigo do casal, em entrevista à imprensa, saiu em defesa de Josie e Shannon e afirmou que a suspeita sobre eles estaria relacionada, entre outros aspectos, à identidade de gênero de Josie. A polícia, porém, rejeitou essa associação e classificou a afirmação como absurda, sem apresentar qualquer confirmação de que essa condição tivesse relação com o desaparecimento.
O desaparecimento de Gus Lamont se aproxima de um ano sem que as autoridades tenham encontrado uma pista capaz de esclarecer seu paradeiro. O caso permanece como um dos mais intrigantes desaparecimentos de crianças registrados na Austrália nos últimos anos, enquanto familiares e investigadores continuam em busca de respostas.