Durante investigação, a PF revelou várias minutas para tentativa de golpe de Estado. Uma das minutas identificadas pela Polícia Federal, teria sido preparada por pessoas ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em um planejamento de tentativa de golpe de estado, previa a prisão de diversas autoridades.
O documento decretava a prisão de diversas autoridades, como os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, além do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco. Por fim, a minuta ainda previa a realização de novas eleições.
Segundo as diligências da PF, Bolsonaro pediu que os nomes de Pacheco e Gilmar fossem retirados do texto, mas o de Moraes deveria ser mantido. Essa minuta é citada em decisão de Moraes que determinou buscas e apreensões em endereços de várias pessoas próximas de Bolsonaro, suspeitas de arquitetar um golpe de estado.
A operação
Ao todo, a PF está cumprindo 33 mandados de busca e apreensão, 04 de prisão preventiva e 48 medidas cautelares, como por exemplo, a proibição de contato com investigados, além disso, eles estão proibidos de saírem do país.
A operação se chama “Tempus Veritatis”, e tem por objetivo apurar sobre uma organização criminosa que atuou na tentativa de golpe de Estado e abolição do Estado Democrático de Direito, para obter vantagem de natureza política com a manutenção do estão presidente da República no poder.
Segundo a PF, nesta fase, as apurações apontam que o grupo investigado se dividiu em núcleos de atuação para disseminar a ocorrência de fraude nas eleições de 2022, antes mesmo da realização do pleito, de modo a viabilizar e legitimar uma intervenção militar, em dinâmica de milícia digital.
Os policiais federais cumprem as medidas judiciais, expedidas pelo STF (Supremo Tribunal Federal), nos estados do Amazonas, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Ceará, Espírito Santo, Paraná, Goiás e no Distrito Federal.
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