O prefeito de Teresina, Silvio Mendes (União Brasil) afirmou, nesta quinta-feira (6), que a crise enfrentada pela saúde pública não é exclusiva da capital e atribuiu as dificuldades ao subfinanciamento do Sistema Único de Saúde (SUS). A declaração foi dada ao ser questionado sobre a falta de insumos e a situação da rede municipal.
Segundo o prefeito, os problemas enfrentados por Teresina se repetem em municípios de todo o país. Para ele, o modelo do SUS esbarra na insuficiência de recursos, na falta de profissionais e em dificuldades de gestão.
"O SUS foi criado para ser universal, integral e igual para todos. Mas isso não se concretiza porque falta dinheiro para financiar, faltam profissionais para atender e ainda existem problemas de gestão", afirmou.
Silvio Mendes também citou a situação financeira do Hospital de Urgência de Teresina (HUT). De acordo com o prefeito, a unidade opera com um déficit mensal de aproximadamente R$ 27 milhões, diferença entre o custo dos atendimentos e os repasses recebidos.
Apesar do cenário, o gestor destacou investimentos realizados pela Prefeitura, entre eles a aquisição de um equipamento de videolaparoscopia para o HUT, avaliado em mais de R$ 1 milhão. Segundo ele, o aparelho permitirá a realização de cirurgias menos invasivas, reduzindo o tempo de internação e a recuperação dos pacientes.
O prefeito reconheceu, no entanto, que a rede pública continuará enfrentando limitações.
"Vai ter abundância de tudo que a gente precisa? Não vai. Mas também não posso comparar a saúde como nós recebemos com a situação em que ela está hoje", concluiu.