Condenada pelo assassinato dos pais, Suzane von Richthofen apresenta sua versão do caso em um documentário com cerca de duas horas de duração. Na produção, exibida em prévia restrita, ela associa o crime a uma infância marcada por falta de afeto e por problemas dentro de casa. A narrativa destaca um ambiente familiar descrito como distante, onde, segundo ela, havia pouca demonstração de carinho.
No relato, Suzane afirma ter presenciado situações de violência ainda quando era criança e descreve o pai como alguém sem demonstrações emocionais. Ela também aponta que o relacionamento com o então namorado intensificou os conflitos familiares. De acordo com sua versão, a relação provocou discussões constantes, que teriam aumentado até o episódio ocorrido em outubro de 2002.
Um dos momentos abordados é uma viagem dos pais ao exterior, quando, segundo Suzane, o namorado passou a frequentar a casa com mais liberdade. Ela descreve o período como uma fase de mudanças no comportamento, interrompida com o retorno dos pais, quando os conflitos se agravaram. Suzane admite ter levado os envolvidos até a residência, mas afirma não ter participado diretamente da execução do crime.
Ao relembrar a noite das mortes, ela diz que permaneceu em outro andar da casa, tentando não ouvir o que acontecia. A versão apresentada é contestada por investigadores do caso, que relataram comportamento considerado incomum logo após o ocorrido. O documentário também mostra a rotina atual da condenada, que está em regime aberto, e aborda a repercussão pública que ainda enfrenta.