Justiça do Piauí nega liberdade a colombiano acusado de liderar esquema de agiotagem

Tribunal manteve prisão preventiva de Oscar Eduardo Rengifo Medina, preso na Operação Macondo.

O Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI) negou, em decisão liminar, o pedido de habeas corpus do colombiano Oscar Eduardo Rengifo Medina, investigado por liderar uma organização criminosa voltada à prática de agiotagem, extorsão e lavagem de dinheiro no estado. A decisão foi proferida pelo desembargador Pedro de Alcântara da Silva Macêdo, que manteve a prisão preventiva decretada em 15 de dezembro.

Oscar Eduardo foi preso inicialmente em 11 de dezembro durante a Operação Macondo, deflagrada pela Superintendência de Operações Integradas (SOI). As investigações apontam que o grupo concedia empréstimos com juros superiores a 30% ao mês e utilizava ameaças, retenção de documentos e invasões a estabelecimentos comerciais para forçar o pagamento das dívidas.

 
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A defesa alegou que o colombiano deveria receber o mesmo tratamento concedido à coinvestigada Daniela Fernanda Pinchao Ceron, que obteve liberdade provisória, além de sustentar condições pessoais favoráveis, como primariedade e residência fixa. O relator, no entanto, entendeu que não há identidade entre os casos e destacou depoimentos que indicam a atuação de Oscar Eduardo como figura central na organização criminosa.

A decisão também considerou relatórios financeiros que apontam movimentações superiores a R$ 350 mil nas contas do investigado, valor incompatível com a renda mensal declarada. Para a Justiça, os indícios reunidos justificam a manutenção da prisão para garantia da ordem pública. O colombiano responde por extorsão, lavagem de capitais e associação criminosa, e o Ministério Público foi notificado para emitir parecer.