Mesmo após excomunhão, padre do Piauí diz que continuará celebrando missas

Religioso ligado à Fraternidade Sacerdotal São Pio X afirma que não rompeu com a Igreja e discorda da decisão da Arquidiocese de Brasília.

O padre Françoá Rodrigues Figueiredo Costa, natural de Redenção do Gurguéia, no Sul do Piauí, declarou que continuará celebrando missas após ser excomungado pelo Vaticano. Em pronunciamento divulgado nesta segunda-feira (13), o sacerdote afirmou que considera a punição sem efeito e disse que não reconhece a decisão tomada pela Igreja Católica. Segundo ele, a comunidade onde atua seguirá com sua programação religiosa normalmente.

A medida foi anunciada pela Arquidiocese de Brasília após integrantes da Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX), grupo ao qual o padre está ligado, participarem da ordenação de quatro bispos sem autorização do papa Leão XIV. De acordo com a Igreja, o ato caracteriza um cisma, situação em que ocorre rompimento da comunhão com a autoridade do pontífice, resultando na aplicação da excomunhão aos envolvidos.

  
Padre Françoá Rodrigues Figueiredo Costa Reprodução
 
 
 


Em vídeo publicado nas redes sociais, Françoá Costa afirmou que continuará celebrando a missa diariamente e que a comunidade permanecerá rezando pelo papa e pelo arcebispo de Brasília. O sacerdote também sustentou que a decisão não possui validade com base no Código de Direito Canônico. Segundo ele, não houve rompimento com a Igreja Católica, motivo pelo qual discorda do enquadramento por cisma utilizado pela autoridade eclesiástica.

A Arquidiocese de Brasília orientou os fiéis a não participarem das celebrações realizadas na Capela Santo Atanásio, em Ceilândia (DF), onde o padre exerce seu ministério, classificando as cerimônias como irregulares. Françoá Costa foi ordenado sacerdote em 2004, possui doutorado em Teologia pela Universidade de Navarra, na Espanha, e já desempenhou atividades religiosas em Goiás, Distrito Federal, Bahia e também em missões internacionais.