Blogueira morta a tiros em Teresina tinha registros com arma nas redes sociais

O caso é investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Após a morte da blogueira Rafaella Freire Cabral, de 22 anos, começaram a circular nas redes sociais imagens em que ela aparece segurando uma arma de fogo. O material deverá ser analisado pela Polícia Civil dentro da investigação sobre o assassinato ocorrido na tarde deste domingo (20), no Clube dos Engenheiros, no bairro Satélite, Zona Leste de Teresina.

Rafaella foi atingida por disparos e morreu ainda no local. Segundo o 29º Batalhão da Polícia Militar, houve um desentendimento antes do crime. A motivação e a autoria ainda não foram esclarecidas.

O caso é investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Registros nas redes sociais

Segundo relatos de pessoas que estavam no local, horas antes do crime Rafaella teria publicado uma imagem em que aparece segurando um revólver. Em outro vídeo, publicado nos stories, ela aparece dirigindo e afirma: “Tu quer mídia? Eu te dou”.

Também há relatos de que a blogueira teria se envolvido em uma discussão no sábado (19) e feito publicações sobre o episódio. Os conteúdos deverão ser analisados pelos investigadores para verificar se existe alguma relação com o crime.

Após os disparos, o responsável fugiu. Até a manhã desta segunda-feira (21), não havia informação oficial sobre a prisão de suspeitos.

Investigação sobre a vítima

De acordo com o coronel Carlos Pitombeira, da Polícia Militar, Rafaella já havia sido investigada pela Polícia Civil por porte ilegal de arma de fogo e organização criminosa.

Em uma das imagens que circulam nas redes sociais, ela aparece segurando uma arma de fabricação artesanal.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública do Piauí informou que o DHPP também apura uma possível ligação da vítima com organização criminosa. Segundo a pasta, a investigação considera o histórico criminal atribuído a Rafaella e o que chamou de “envolvimento íntimo” com integrantes de organizações criminosas.

A SSP-PI informou que as diligências continuam e que novas informações serão divulgadas conforme o avanço da investigação.

Rafaella se identificava nas redes sociais como blogueira e também dizia trabalhar como professora de kitesurf e massoterapeuta. Ela tinha dois filhos e costumava publicar registros de atividades esportivas, incluindo kitesurf e jiu-jitsu.

Em um podcast publicado há pouco mais de um mês, Rafaella contou que começou a praticar kitesurf e a dar aulas depois de morar no litoral do Piauí. Ela também relatou ser apaixonada por esportes radicais.

Como ocorreu o crime

Segundo o capitão César, do 29º Batalhão da Polícia Militar, Rafaella estava acompanhada de outras pessoas no clube quando se afastou para buscar algo em seu veículo. Pouco depois, testemunhas ouviram os disparos.

Ao chegarem ao local, encontraram a jovem caída. A equipe de atendimento constatou a morte.

A área foi isolada para o trabalho da perícia, e o corpo foi encaminhado ao Instituto de Medicina Legal (IML).

A Polícia Civil investiga a autoria, a motivação e as circunstâncias do assassinato.