O corpo da massoterapeuta e blogueira Rafaella Freire Cabral foi liberado do Instituto de Medicina Legal (IML) de Teresina no início da tarde desta segunda-feira (21). A jovem foi assassinada a tiros na tarde de domingo (20), dentro do Clube dos Engenheiros, na região do bairro Satélite, Zona Leste da capital.
O pai de Rafaella, José Neto Cabral, esteve no IML no turno da manhã, acompanhado da irmã da vítima, para realizar os procedimentos necessários à liberação do corpo. Após a conclusão da documentação, o corpo foi entregue à família, que iniciou os preparativos para o velório e o sepultamento.
Rafaella foi encontrada morta ainda dentro do clube após ser atingida por disparos de arma de fogo. Equipes do 29º Batalhão da Polícia Militar foram acionadas e isolaram a área para o trabalho da perícia. O corpo foi posteriormente encaminhado ao IML.
As circunstâncias do assassinato são investigadas pelo Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP).
SSP apura possível ligação com organização criminosa
Em nota divulgada nesta segunda-feira, a Secretaria da Segurança Pública do Piauí (SSP-PI) informou que uma das linhas de investigação considera a possível ligação de Rafaella com uma organização criminosa.
Segundo a secretaria, o DHPP também analisa o histórico da vítima e um suposto envolvimento íntimo com integrantes de organizações criminosas. A SSP, porém, não apresentou, até o momento, detalhes públicos que comprovem essa possível ligação nem apontou uma motivação definitiva para o assassinato.
A família de Rafaella contesta qualquer envolvimento dela com organizações criminosas e afirmou não ter conhecimento de situações dessa natureza.
Família relata discussão antes dos disparos
Familiares apresentaram uma versão sobre os momentos que antecederam o assassinato. Segundo o relato, a confusão teria começado após uma discussão envolvendo um carregador de celular.
Rafaella estaria utilizando o carregador para recarregar o telefone quando outra pessoa teria retirado o equipamento para conectar uma caixa de som. A atitude teria provocado uma discussão entre os envolvidos.
Ainda segundo a família, outras pessoas que estavam no local acabaram entrando na confusão. Depois do desentendimento, os envolvidos teriam deixado o clube.
A família afirma que, posteriormente, essas pessoas retornaram em um veículo acompanhadas de uma mulher encapuzada. Rafaella teria sido retirada do local por um homem e levada para uma área próxima a uma árvore, ainda dentro do clube. Na sequência, segundo esse relato, a mulher teria efetuado os disparos.
Essa versão ainda deverá ser confrontada pelos investigadores com depoimentos, imagens de câmeras de segurança e demais elementos da investigação.
Investigação
A dinâmica do crime e a motivação ainda não foram esclarecidas oficialmente. O DHPP trabalha para identificar os responsáveis pelos disparos e verificar se a discussão ocorrida antes do homicídio tem relação direta com a morte.
Rafaella era massoterapeuta, estudante de Direito e professora de kitesurf. Ela também mantinha presença nas redes sociais e era mãe de dois filhos.
O caso segue em investigação.