Ex-PM do Piauí procurado por homicídio é preso após mais de dois anos foragido

Wanderley Rodrigues da Silva foi localizado em Alagoas durante operação integrada; ex-militar também é citado em investigações sobre outros crimes.

O ex-policial militar do Piauí Wanderley Rodrigues da Silva, conhecido como W. Silva, foi preso na quarta-feira (28), na região de Arapiraca, em Alagoas. Ele estava foragido havia mais de dois anos e era procurado pela Justiça piauiense por suspeita de homicídio qualificado. A captura foi realizada em uma ação conjunta das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado de Alagoas e do Piauí (FICCO/AL e FICCO/PI), com apoio da Polícia Militar alagoana e de equipes de inteligência e operações especiais.

Segundo informações divulgadas pelas forças de segurança, o ex-militar também é citado em investigações relacionadas a outros crimes, como assalto a banco, tráfico de drogas, contrabando e participação em organização criminosa. A prisão ocorre após uma série de apurações que já haviam colocado o nome de Wanderley no centro de operações policiais no Piauí. Ele foi expulso da Polícia Militar e, em dezembro de 2019, chegou a ser preso durante a Operação Dictum, deflagrada em Teresina para investigar suspeitas de envolvimento de agentes de segurança em atividades criminosas.

Na época, o então secretário de Segurança Pública do Piauí, Fábio Abreu, apontou Wanderley como suposto líder do grupo investigado. As apurações incluíam suspeitas de roubo de cargas, desvio de dinheiro, tráfico de drogas e crimes de pistolagem. O ex-cabo também foi investigado pelo desaparecimento de R$ 304 mil apreendidos após uma tentativa de assalto ao Banco do Nordeste, em Teresina, em dezembro de 2017. Em maio de 2018, ele ainda foi acusado de atirar no cantor Saulo Dugado durante uma confusão em uma padaria na zona Leste da capital, caso que levou à decretação de sua prisão preventiva após questionamentos sobre o cumprimento das condições de liberdade provisória.

Outro episódio relacionado ao ex-policial ocorreu durante a Operação Dictum, quando a Secretaria de Segurança Pública do Piauí divulgou gravações com declarações atribuídas a ele sobre agressões e homicídios. Em um dos áudios, durante uma conversa sobre a possibilidade de agredir um homem, o interlocutor atribuído a Wanderley teria dito estar com “saudade de matar”. Em outro trecho, ele teria mencionado valores relacionados à contratação de agressões e à possibilidade de cometer um homicídio. As gravações foram apresentadas no contexto da investigação policial. Com a nova prisão em Alagoas, o ex-militar deverá responder aos procedimentos judiciais relacionados ao mandado que motivou sua captura.