Homem que apontou arma para jovens em condomínio é indiciado no Piauí

Investigação aponta três vítimas de ameaça e lesão corporal; vizinha de 18 anos teria sido atingida na testa com uma coronhada.

O homem identificado como David Macêdo foi indiciado nesta quarta-feira (2) pelos crimes de ameaça e lesão corporal após uma confusão ocorrida em um condomínio de Teresina. O caso aconteceu no dia 21 de agosto e ganhou repercussão depois que imagens registraram o momento em que ele aparece segurando e apontando uma arma para jovens durante o desentendimento. Segundo a delegada Amanda Bezerra, responsável pela investigação, a discussão teria começado após uma reclamação sobre o volume do som utilizado em uma confraternização na área de lazer do residencial.

De acordo com a Polícia Civil, três pessoas foram consideradas vítimas no procedimento: um adolescente de 17 anos e dois jovens de 18 e 19 anos. Uma vizinha de 18 anos também foi incluída como vítima e relatou ter sido atingida na testa com uma coronhada, causando um corte e sangramento. A delegada afirmou que a investigação identificou ainda uma questão relacionada ao gênero na conduta atribuída ao suspeito. A defesa de David Macêdo informou que tomou conhecimento do indiciamento e continuará acompanhando o caso, mas não pretende antecipar detalhes em respeito ao processo e à estratégia de defesa.

A delegada esclareceu que não houve disparo durante a ocorrência. Segundo ela, o objeto utilizado pelo suspeito era uma arma de airsoft com estrutura metálica, que teria sido usada para fazer ameaças e também na agressão contra a vizinha. A Polícia Civil também analisou imagens que mostram moradores jogando garrafas e tijolos contra o carro de David. Os responsáveis por essa ação, porém, não foram identificados. Conforme a investigação, os danos provocados no veículo são considerados de menor potencial ofensivo e não fazem parte do indiciamento realizado nesta quarta-feira.

A confusão teria começado em um grupo de WhatsApp do condomínio, depois que David reclamou do barulho de uma confraternização. Uma moradora relatou que, por volta das 22h30, ele foi até a área de lazer e pediu a redução do som, sendo atendido pelos participantes, que desligaram o equipamento. Mesmo assim, a discussão continuou pelo aplicativo. Segundo o relato da vítima, David teria tomado o celular de uma das pessoas que o filmava e, depois, avançado em direção a ela. A defesa, por outro lado, sustenta que o homem acionou a polícia e aguardou na portaria antes de tentar voltar para o apartamento, quando teria sido impedido por moradores. O caso segue para as próximas etapas da investigação e da análise judicial.