Sete pessoas são condenados por fraude de mais de R$ 1 milhão contra o INSS no Piauí

Grupo usava dados de aposentados mortos e pessoas fictícias para manter benefícios e realizar operações bancárias.

A Justiça Federal no Piauí condenou sete pessoas envolvidas em um esquema de fraude contra benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo a sentença, o grupo utilizava dados de aposentados que já haviam morrido e também informações de beneficiários fictícios para obter ou manter pagamentos previdenciários de forma irregular. Ao todo, 41 benefícios foram fraudados no estado, com prejuízo estimado em mais de R$ 1 milhão.

A decisão foi assinada pelo juiz Gustavo André dos Santos, da 1ª Vara Federal Criminal da Justiça Federal no Piauí. Os condenados são Jucivan Medeiros, Nestor Nascimento Neto, Dionatan Silva, Divanildo Nascimento, Paulo Coelho Neto, Francisco Alves Filho e Jeferson Robson Pereira. Eles foram responsabilizados por crimes de organização criminosa, estelionato e falsificação de documento público.

De acordo com a sentença, além de utilizar informações de pessoas mortas ou inexistentes, o grupo teria produzido documentos falsos para movimentar os benefícios. Entre as ações investigadas estão saques e contratação de empréstimos vinculados aos pagamentos previdenciários. A Justiça apontou Jucivan Medeiros e Nestor Nascimento Neto como responsáveis pela liderança da organização. Francisca Soares também foi denunciada no processo, mas acabou absolvida por falta de elementos que comprovassem sua participação nos crimes.

O caso faz parte de investigações sobre fraudes em benefícios previdenciários no Piauí e no Maranhão. Em abril deste ano, a Polícia Federal deflagrou a Operação Bórgias 2 e cumpriu 17 mandados de busca e apreensão e nove de prisão em Teresina, no Piauí, além de Codó e Bacabal, no Maranhão. Segundo a investigação, o grupo também teria utilizado documentos falsos, alterado dados cadastrais e modificado locais de pagamento para conseguir movimentar benefícios do INSS.