Câmara adia reajustes de servidores de Teresina e categorias anunciam paralisação

Câmara identificou pendências na documentação e no impacto financeiro dos projetos.

A votação dos projetos de reajuste salarial para parte dos servidores da Prefeitura de Teresina foi adiada nesta terça-feira (27), após a equipe técnica da Câmara Municipal apontar falhas na documentação e dúvidas sobre os efeitos das medidas nas contas públicas. As propostas foram retiradas da pauta e deverão passar por nova análise na próxima semana. Ao mesmo tempo, categorias que ficaram de fora dos aumentos programam uma paralisação para quarta-feira (28), em busca de melhores salários.

Segundo o vereador Venâncio Cardoso (MDB), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), os técnicos recomendaram que os projetos não avançassem sem os dados necessários para avaliar sua legalidade. A intenção, explicou o parlamentar, é permitir que a Prefeitura apresente os documentos pendentes antes da votação. A previsão é que representantes do Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Teresina (IPMT) e da Procuradoria-Geral do Município (PGM) participem de uma reunião na terça-feira (3) para discutir os ajustes. O líder do prefeito na Câmara, Bruno Vilarinho (PRD), informou que já entrou em contato com os órgãos responsáveis para solicitar os esclarecimentos.

As propostas enviadas pelo prefeito Sílvio Mendes (União Brasil) beneficiam analistas previdenciários do IPMT e servidores de níveis médio e superior da PGM. Os novos vencimentos previstos variam de R$ 1.790,95 a R$ 14.907,44, conforme o cargo e a progressão na carreira. Para os analistas previdenciários, um dos projetos prevê que o salário inicial passe de R$ 4.703,60 para R$ 8.284,43, aumento de aproximadamente 76,1%. Os valores, porém, ainda dependem da aprovação dos vereadores e da sanção do prefeito para entrarem em vigor.

Enquanto aguardam a análise dos projetos, outras categorias municipais cobram que a Prefeitura também discuta aumentos para os profissionais que não foram incluídos nas propostas. Entre os grupos que procuraram vereadores estão nutricionistas da Secretaria Municipal de Educação, contadores, analistas e trabalhadores da saúde. A paralisação prevista para quarta-feira (28) busca pressionar a gestão a abrir negociações. Segundo Bruno Vilarinho, os pedidos serão encaminhados ao Executivo, responsável por apresentar propostas de reajuste e avaliar a disponibilidade de recursos para atender às reivindicações.