O ex-vereador de Teresina Antônio José Lira afirmou que colocou seu nome à disposição para disputar uma vaga no Senado Federal nas eleições deste ano. Em entrevista ao portal Central Piauí, ele comentou a pré-candidatura e avaliou as diferenças entre eleições proporcionais e majoritárias.
Questionado sobre a viabilidade de concorrer ao Senado após não ter sido reeleito vereador em 2024, Lira destacou que os dois modelos eleitorais seguem lógicas distintas. Segundo ele, a eleição proporcional é marcada por forte assédio ao eleitor e por práticas que dificultam uma escolha consciente.
“Eleição de vereador é um cenário, de senador é outro. O eleitor fica acuado, assediado. Existe uma estatística de que um eleitor é abordado por cerca de 50 candidatos a vereador. São 30 mentindo, 20 querendo comprar e 15 que compram e mentem. No final, ele não sabe nem em quem votou”, afirmou.
Antônio José Lira também citou ações realizadas ao longo de sua trajetória política como exemplos de reconhecimento popular, mesmo sem a conversão direta em votos. Ele mencionou obras de infraestrutura e intervenções viárias em bairros da capital, viabilizadas com apoio de emendas parlamentares.
“As pessoas me encontram na rua e dizem que fui eu quem lutou por estradas e ligações importantes entre bairros, ainda no tempo da gestão do ex-prefeito Firmino Filho, com emendas do meu irmão, o deputado Átila Lira. Quando abrem as urnas, perguntam o que faltou para ganhar. Eu digo: faltou voto”, declarou.
Para o ex-vereador, a eleição majoritária oferece ao eleitor mais liberdade para avaliar o histórico e as propostas dos candidatos, o que, segundo ele, torna a disputa mais equilibrada. Ele afirmou que pretende seguir dialogando com a população e apresentando sua experiência administrativa como base para o projeto político.