O senador Marcelo Castro (MDB-PI) classificou como “inaceitável” a crise envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após novas revelações no caso Banco Master. Em entrevista ao Central Piauí, o parlamentar afirmou que o episódio representa um dos momentos “mais difíceis” e “mais graves” já vividos pelo país e defendeu que o caso tenha uma solução.
As novas revelações vieram à tona após a divulgação de mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, com referências a contatos com Moraes. Documentos da Polícia Federal também apontaram que o ministro teria participado de tratativas relacionadas a um contrato milionário entre o banco e o escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci de Moraes. As informações estão no centro de uma investigação conduzida no STF pelo ministro André Mendonça.
Para Marcelo Castro, a situação ultrapassou os limites de uma controvérsia política e passou a atingir a própria imagem da Suprema Corte.
“Eu acho um dos momentos mais difíceis, mais graves que nós já vivemos em toda a história. Essa questão do Supremo Tribunal Federal é uma coisa constrangedora, é uma coisa que precisa realmente ter uma solução para isso daí”, declarou.
O senador afirmou que prefere aguardar o avanço das investigações antes de defender medidas específicas, mas avaliou que a situação atual não pode ser tratada com normalidade.
“Vamos deixar a poeira assentar para ver quais medidas deverão ser tomadas. Mas como está, evidentemente, isso é inaceitável, a sociedade não aceita, não podemos aceitar o nível de promiscuidade que está existindo”, afirmou.
Marcelo diz que vai conversar com Alcolumbre
Questionado sobre o posicionamento do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), diante do caso, Marcelo Castro afirmou que pretende conversar pessoalmente com o parlamentar.
O senador, no entanto, evitou antecipar qualquer decisão da Casa e disse que ainda não existe uma medida formalizada em relação ao episódio.
“Eu vou conversar com o presidente Alcolumbre. “Esse assunto aí a gente conversa com o senador em particular, mas não há nenhuma decisão formalizada”, concluiu.