O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, entregou nesta quinta-feira (8) ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a carta com pedido de exoneração do cargo. O documento foi apresentado antes da cerimônia em memória aos atos de 8 de janeiro, e a saída deve ser oficializada no Diário Oficial da União nesta sexta-feira.
Lewandowski assumiu o comando da pasta em fevereiro de 2025, após se aposentar do Supremo Tribunal Federal (STF). Durante o evento em Brasília, ele afirmou que crimes contra o Estado Democrático de Direito não podem ser perdoados e destacou que esse tipo de infração não é passível de anistia, indulto ou prescrição.
Com a saída do ministro, o secretário-executivo do Ministério da Justiça, Manoel Almeida, ficará à frente da pasta de forma interina até a conclusão do processo de transição. Nos bastidores do governo, o nome mais citado para assumir o cargo é o de Wellington Cesár Lima e Silva, atual advogado-geral da Petrobras.
Ao longo da gestão no ministério, Lewandowski encaminhou propostas como a PEC da Segurança Pública e o projeto de lei de combate às facções criminosas. Também lançou o programa Crescer em Paz, voltado à proteção de crianças e adolescentes, e assinou portarias para padronizar dados criminais e procedimentos de reconhecimento no país.