FMS abre agendamento para mutirão de exame de DNA-HPV em Teresina pelo SUS

Ação será realizada em 24 Unidades Básicas de Saúde e atenderá mulheres de 25 a 64 anos que estão com o exame preventivo em atraso.

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) iniciou o agendamento para um mutirão do exame de DNA-HPV, que será realizado em Teresina com o objetivo de ampliar o diagnóstico precoce do vírus relacionado ao câncer do colo do útero. A ação foi organizada devido à baixa procura pelo exame e é destinada a mulheres com idade entre 25 e 64 anos que nunca realizaram a citologia pelo Sistema Único de Saúde (SUS) ou que fizeram o procedimento há mais de três anos.

De acordo com a FMS, o agendamento deve ser feito entre os dias 21 e 24 de julho na Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência de cada paciente. Já o mutirão ocorrerá nos dias 27, 28 e 29 de julho e 3, 4 e 5 de agosto, envolvendo 24 UBSs distribuídas pela capital. A expectativa é ampliar a cobertura do exame e fortalecer as ações de prevenção ao câncer do colo do útero.

  

Fundação Municipal de Saúde Distribuição/ FMS
   

O exame de DNA-HPV é realizado de forma semelhante ao preventivo tradicional, por meio da coleta de material do colo do útero. As amostras serão encaminhadas para um laboratório no Rio de Janeiro, responsável pela análise. Quando forem identificados os subtipos HPV 16 e HPV 18, considerados os de maior risco para o desenvolvimento da doença, as pacientes serão encaminhadas para investigação em serviços especializados. Se o resultado for negativo, a recomendação é repetir o exame apenas após cinco anos.

Nos casos em que forem detectados outros tipos de HPV classificados como de alto risco, será realizada automaticamente a chamada citologia reflexa, exame que verifica a presença de alterações nas células do colo do útero. Se essas alterações forem confirmadas, a paciente será encaminhada para acompanhamento especializado. A presidente da FMS, Leopoldina Cipriano, destacou que a implantação do DNA-HPV na rede municipal representa um avanço na prevenção, ao ampliar o acesso a um exame mais moderno e eficiente para identificar precocemente a infecção e reduzir os riscos de desenvolvimento do câncer do colo do útero.