Um relatório produzido por uma comissão independente da Igreja Batista Filadélfia, no Guará, revelou que o salário do então presidente da instituição, pastor Marcos Campos, cresceu significativamente nos últimos anos, mesmo diante de uma grave crise financeira. O documento mostra que sua remuneração passou de R$ 37 mil em 2021 para R$ 49.877 em fevereiro de 2025, um aumento de 33%, enquanto as dívidas e os tributos não pagos avançavam.
O passivo total da igreja atualmente é de R$ 1,8 milhão, sendo R$ 1,49 milhão referentes a dívidas tributárias e R$ 322 mil a outras obrigações. O relatório também aponta um déficit mensal de R$ 275 mil, resultado do desequilíbrio entre receitas e despesas, agravado por investimentos de R$ 3,9 milhões em obras nos últimos cinco anos sem planejamento financeiro adequado.

A auditoria foi conduzida por membros da própria igreja e validada pelo contador da instituição durante assembleia, resultando na exclusão do pastor da presidência. O relatório destacou que a expansão salarial do líder foi a maior entre os custos da instituição, coincidindo com a deterioração das contas e a falta de liquidez.
A crise financeira ocorre em paralelo a um escândalo criminal envolvendo o filho do ex-presidente da igreja, Gabriel de Sá Campos, de 30 anos. Ele se tornou réu por abusos sexuais contra adolescentes frequentadores da instituição e está preso desde dezembro do ano passado no Centro de Detenção Provisória (CDP) da Papuda.

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