Segunda, 08 de junho de 2026, 15:53
EXPULSÃO

Justiça mantém expulsão de aluna de Medicina investigada por fraude

Estudante investigada na Operação Passe Livre tentou retornar ao curso de Medicina do IESVAP, mas teve pedido negado pela Justiça Federal.

A Justiça Federal manteve a expulsão da estudante de Medicina Jeovanna Gabryella Reges da Silva do Instituto de Educação Superior do Vale do Parnaíba (IESVAP), em Parnaíba. A decisão foi assinada pelo juiz federal José Gutemberg de Barros Filho, da Vara Federal Cível e Criminal da Subseção Judiciária de Parnaíba, ao negar o pedido apresentado pela aluna para retornar às atividades acadêmicas.

No processo, a estudante buscava anular o procedimento administrativo que resultou em seu desligamento da instituição. A defesa argumentou que houve falhas na condução da apuração interna, alegando desrespeito aos princípios do contraditório e da ampla defesa. Também sustentou que a medida adotada pela faculdade teria sido baseada em informações divulgadas durante as investigações conduzidas pela Polícia Federal.

  

Jeovanna Gabryella Reges da Silva Reprodução
   

Ao analisar o caso, o magistrado concluiu que o IESVAP observou as regras previstas em seu regimento e garantiu à estudante o direito de acompanhar o procedimento disciplinar. A sentença destaca que Jeovanna foi comunicada oficialmente sobre a abertura da investigação interna, apresentou manifestação em sua defesa e teve acesso aos atos praticados ao longo da apuração realizada pela instituição.

Jeovanna é investigada na Operação Passe Livre, que apura um esquema de fraudes em vestibulares de Medicina e no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Segundo a Polícia Federal, ela teria pago R$ 2 mil a integrantes do grupo investigado e fornecido um documento de identidade que teria sido alterado para permitir que outra pessoa realizasse a prova do vestibular em seu lugar. Na decisão, o juiz ressaltou que a inexistência de condenação criminal definitiva não impede a adoção de medidas administrativas pela instituição de ensino, reconhecendo a legalidade do processo que resultou na expulsão da estudante.

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