O Tribunal de Justiça do Piauí decidiu, na quinta-feira (30), manter o uso de tornozeleira eletrônica de um promotor de Justiça e de um ex-assessor investigados por suposta cobrança de R$ 3 milhões para arquivar uma investigação. A decisão atende a um pedido do Ministério Público e prorroga o monitoramento dos dois por mais 90 dias.
Os investigados respondem a uma ação penal que apura crimes como concussão, prevaricação e tráfico de influência. Além do monitoramento eletrônico, seguem proibidos de frequentar prédios do Ministério Público e de manter contato entre si, com a vítima ou com servidores da instituição. O promotor também permanece afastado das funções.

De acordo com a decisão, a medida busca garantir a segurança da fase atual do processo, que inclui coleta de provas e depoimentos. No caso do ex-assessor, também foram mantidas restrições como permanência em casa durante a noite e fins de semana, além da proibição de sair de Teresina.
A investigação teve início após denúncia de um empresário, que relatou ter sido procurado para pagamento de valores em troca de interferência em processos. Durante as apurações, a Polícia Federal registrou a entrega de parte do dinheiro e apreendeu quantias em espécie. O caso segue sob análise da Justiça.

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