Sexta, 10 de abril de 2026, 15:52
DENUNCIA

Gestão Pablo Santos é cobrada por salários baixos e falta de EPIs para garis

As denúncias foram registradas pelo presidente do SEEACEP.

Trabalhadores da limpeza pública de Picos denunciaram irregularidades nas condições de trabalho e no pagamento de direitos básicos. As denúncias foram registradas pelo presidente do Sindicato dos Empregados das Empresas de Asseio e Conservação do Estado do Piauí (SEEACEP), Jonatas Miranda, que esteve no município após receber relatos anônimos.

  
Prefeito de Picos, Pablo Santos. Foto: Reprodução.
 
 
 

Segundo o sindicalista, foram identificados trabalhadores atuando sem equipamentos de proteção individual (EPIs) e recebendo abaixo do piso da categoria. “Encontramos trabalhadores trabalhando de chinela, sem os EPIs, sem o equipamento adequado. E, gravemente, identificamos que estão recebendo menos de um salário mínimo”, afirmou.

Ainda de acordo com o sindicato, garis não estariam recebendo adicional de insalubridade, mesmo em contato direto com lixo, nem benefícios como vale-alimentação e auxílio saúde previstos em convenção coletiva. Há relatos de remunerações em torno de R$ 1.450 mensais.

Durante a visita, também foram registradas condições consideradas precárias no local de apoio aos trabalhadores. Imagens mostram banheiro sem funcionamento adequado, com acúmulo de sujeira e falta de estrutura básica. “A situação é deplorável. A descarga não funciona e a insalubridade é evidente”, relatou o dirigente.

Notificação e prazo para regularização

Diante das denúncias, o SEEACEP, junto à Federação dos Trabalhadores (FETRAHNORDESTE), enviou notificação formal à Prefeitura de Picos, administrada pelo prefeito Pablo Santos (MDB).

No documento, as entidades apontam quatro principais irregularidades:

  • Falta de fornecimento adequado de EPIs;
  • Não pagamento do adicional de insalubridade;
  • Salários abaixo do piso da categoria;
  • Condições de trabalho consideradas inadequadas.

O sindicato também destaca possível falha na fiscalização por parte do município sobre a empresa responsável pelo serviço.

Foi estabelecido prazo de 48 horas para que as irregularidades sejam corrigidas. Caso contrário, a entidade informou que poderá adotar medidas judiciais, acionar o Ministério Público do Trabalho e até deliberar paralisação dos serviços.

Prefeitura ainda não se manifestou

Até o momento, a Prefeitura de Picos não se pronunciou oficialmente sobre as denúncias.

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