Começou a tramitar na Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi), nesta quarta-feira (20), três pedidos de empréstimos encaminhados pelo Governo do Estado que somam cerca de R$ 1,67 bilhão. Os recursos deverão ser destinados a obras de mobilidade urbana, fortalecimento da saúde pública e melhoria da infraestrutura rodoviária.
As propostas ainda serão analisadas pelas comissões técnicas da Casa antes de seguirem para votação em plenário.
O primeiro pedido prevê operação de crédito de R$ 220 milhões junto ao programa Pró-Transporte para a aquisição de novos Veículos Leves sobre Trilhos (VLTs) destinados ao sistema metroviário de Teresina. Segundo o Executivo, a medida busca ampliar a capacidade do transporte público e modernizar a mobilidade urbana da capital.
Na justificativa enviada à Alepi, o governo afirma que o crescimento urbano e a expansão de áreas residenciais aumentaram a necessidade de investimentos no sistema de transporte coletivo.
Outro projeto solicita autorização para contratação de R$ 698,8 milhões dentro do Programa de Fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS). O objetivo é ampliar e modernizar a rede estadual de saúde, especialmente nos serviços hospitalares e ambulatoriais de média e alta complexidade.
“O Piauí enfrenta crescente demanda por serviços de saúde, especialmente no âmbito da atenção especializada ambulatorial e hospitalar”, argumenta o governo na mensagem encaminhada ao Legislativo.
Já o terceiro pedido envolve financiamento internacional de US$ 150 milhões para execução do Programa Estradas Seguras. De acordo com o Executivo, os recursos serão aplicados em obras de infraestrutura rodoviária e melhorias nas estradas estaduais.
O governo sustenta que a malha viária é estratégica para integração regional, acesso a serviços públicos e escoamento da produção.
Além dos pedidos de empréstimo, a Alepi também recebeu projeto que revoga um trecho da lei que autorizou operação de crédito de R$ 4,98 bilhões junto ao Banco do Brasil. Segundo o Governo do Estado, a alteração possui caráter técnico e não modifica o objeto da autorização já aprovada anteriormente.

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