A advogada Iracema dos Santos Rocha da Silva morreu nesta segunda-feira (26), aos 99 anos, em Teresina. A morte foi comunicada pela Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Piauí (OAB-PI), por meio de uma nota de pesar. Natural de Floriano, no sul do estado, ela construiu uma trajetória marcada pela atuação na advocacia, no serviço público, na educação e no jornalismo. A causa da morte não foi divulgada.


Ao longo da carreira, Iracema trabalhou como procuradora do Estado, professora e jornalista. Na imprensa piauiense, também ganhou destaque como colunista social, especialmente pela coluna “Agenda Nobre”. Sua atuação profissional foi acompanhada pelo envolvimento em pautas relacionadas à defesa dos direitos das mulheres e das liberdades democráticas, em um período marcado por restrições políticas no país.


Durante a ditadura militar, em 1964, Iracema foi presa e sofreu perseguição política. Mesmo diante desse cenário, sua história passou a ser associada à resistência e à participação feminina em espaços profissionais e institucionais. A trajetória da advogada também foi reconhecida pela Associação Piauiense dos Procuradores do Estado (APPE), que destacou sua importância para a categoria e lembrou que ela foi a primeira mulher a presidir a entidade.


Em nota, a OAB-PI lamentou a morte e ressaltou a contribuição de Iracema para a advocacia e para a defesa das liberdades. A APPE também prestou homenagem à ex-presidente, destacando sua coragem e atuação em favor dos direitos das mulheres. As manifestações das instituições ressaltam o legado deixado pela advogada, que dedicou décadas de sua vida a diferentes áreas profissionais e à defesa de direitos no Piauí.