Quinta, 27 de agosto de 2026, 02:38
SAÚDE

MPPI investiga UBS de Floriano após denúncias de falta de médicos

A situação teria obrigado pacientes a se deslocarem para outras regiões do município em busca de consultas

O Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI) abriu, nesta terça-feira (25), um inquérito civil para apurar possíveis irregularidades e o descumprimento na oferta de atendimento médico na Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro Caixa D’Água, em Floriano. A unidade é administrada pela Prefeitura de Floriano, atualmente comandada pelo prefeito Antônio Reis.

  
MPPI investiga possível falta de médicos em UBS de Floriano 
 
 
 

A investigação foi iniciada após uma denúncia apontar que a UBS estaria há vários meses sem atendimento médico regular. A situação teria obrigado pacientes a se deslocarem para outras regiões do município em busca de consultas, sobrecarregando outros profissionais e equipes de enfermagem e dificultando o acesso da população aos serviços básicos de saúde.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a médica que realizava os atendimentos na unidade pediu exoneração no fim de fevereiro deste ano. Segundo a pasta, uma nova profissional teria assumido os atendimentos na UBS a partir de abril.

No entanto, segundo o MPPI, foram encontradas divergências entre as informações repassadas pela Secretaria Municipal de Saúde e os registros do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES).

O cadastro da unidade apontava uma médica vinculada ao local, enquanto a profissional que, segundo a secretaria, assumiria os atendimentos em abril, não estaria cadastrada na UBS.

A Secretaria Municipal de Saúde informou que a situação cadastral foi regularizada e que as divergências apontadas pelo Ministério Público foram corrigidas.

Mesmo assim, o MPPI deverá realizar uma nova consulta aos registros da UBS para verificar se as informações cadastrais foram atualizadas e se a unidade continua apresentando problemas na oferta de atendimento médico.

Atendimento limitado

Outro ponto que motivou a abertura do inquérito foi a informação de que o atendimento médico teria retornado apenas parcialmente em 16 de abril, com consultas realizadas em horários limitados durante três dias por semana.

Segundo as informações analisadas pelo Ministério Público, eram disponibilizadas apenas 30 fichas semanais para consultas, número considerado insuficiente diante da demanda da população atendida pela unidade.

Conforme o MPPI, moradores, principalmente idosos, pessoas em situação de risco e outros pacientes que necessitam de atendimento básico, estariam chegando à unidade ainda de madrugada para tentar conseguir uma vaga para consulta.

O Ministério Público segue acompanhando o caso e deverá verificar as condições de atendimento e as medidas adotadas pelo município.

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