Segunda, 24 de agosto de 2026, 19:30
PETRÓLEO

Nova fronteira do petróleo coloca Piauí no radar de bilhões em investimentos

Petrobras planeja perfurar 15 poços na Margem Equatorial e estado pode ser beneficiado pela cadeia de produção.

O Piauí passou a integrar as discussões sobre a expansão da exploração de petróleo no Brasil por fazer parte da Margem Equatorial, uma extensa faixa marítima que reúne áreas de seis estados. A Petrobras planeja investir US$ 2,5 bilhões na perfuração de 15 poços na região entre 2026 e 2030. O montante corresponde a mais de um terço dos US$ 7,1 bilhões previstos pela companhia para atividades de exploração no mesmo período.

A Margem Equatorial possui aproximadamente 2.200 quilômetros de extensão e inclui áreas marítimas do Amapá, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte. No Piauí, que tem cerca de 66 quilômetros de litoral, os possíveis ganhos ainda estão ligados à confirmação de reservas e ao avanço dos projetos. Atualmente, os pedidos de licença para três poços da região estão em análise no Amapá. A Petrobras aguarda autorização do Ibama para iniciar essas atividades.

  
Petrobras mira nova fronteira e Piau. Reprodução/ Petrobras
 
 
 

Uma estimativa feita pelo Observatório Nacional da Indústria mostra o tamanho do possível impacto econômico em um cenário hipotético. O estudo considerou uma produção de 300 mil barris de petróleo por dia em cada estado, com o barril avaliado em US$ 80,20 e o dólar em R$ 5,20. Nesse cenário, o Piauí teria um impacto nominal de R$ 33,377 bilhões no Produto Interno Bruto e poderia registrar a geração de 158.997 empregos. A projeção não indica que esses resultados estejam garantidos e serve apenas como cálculo de potencial econômico.

O interesse pela Margem Equatorial também está relacionado à necessidade de encontrar novas reservas diante da expectativa de queda da produção do pré-sal na próxima década. A ANP já indicou 86 blocos da região para futuros ciclos de oferta, mas a exploração depende de novas análises e licenciamento. Caso sejam identificadas reservas comercialmente viáveis, setores como transporte, logística, serviços, infraestrutura e qualificação profissional podem ser demandados. Ao mesmo tempo, os projetos precisam considerar os impactos sobre ecossistemas marinhos, áreas costeiras e comunidades que dependem dos recursos naturais.

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