Mulher que matou cunhado por agredir irmã é inocentada 16 anos depois - Piauí
Quarta, 22 de maio de 2024, 07:57
Piauí

Mulher que matou cunhado por agredir irmã é inocentada 16 anos depois

A promotora Nayana da Paz destacou durante o julgamento a situação de vulnerabilidade da irmã da ré e a gravidade das agressões sofridas por ela.

Durante a sessão do Tribunal do Júri em Picos, na terça-feira (14), Sandra Maria da Silva foi inocentada do crime de homicídio pelo qual era acusada desde 2007. O caso traz de volta um trágico episódio em que Sandra foi presa por esfaquear seu cunhado, que agredia sua irmã na época.

  
Comarca de Picos. Foto: Reprodução
 
 
 

O Conselho de Sentença, após análise do caso, considerou que Sandra agiu em legítima defesa, buscando proteger a si mesma e sua irmã do agressor. Segundo relatos, a irmã de Sandra era vítima frequente de violência doméstica por parte do cunhado, que no fatídico dia do crime, tentava agredi-la, mesmo estando ela grávida e com duas crianças pequenas.

  
Sandra Maria da Silva foi inocentada do crime de homicídio. Foto: Reprodução
 
 
 

A promotora Nayana da Paz destacou durante o julgamento a situação de vulnerabilidade da irmã da ré e a gravidade das agressões sofridas por ela. Sandra, que ficou presa preventivamente após o incidente, passou a responder ao processo em liberdade.

O Ministério Público do Estado do Piauí (MP-PI) sustentou a tese de legítima defesa, apresentando depoimentos de testemunhas e provas que corroboravam a versão de que Sandra agiu para proteger a vida de sua irmã e a sua própria.

Diante disso, os jurados decidiram pela absolvição de Sandra, reconhecendo que sua ação foi motivada por uma necessidade legítima de autodefesa e defesa de terceiro. A Sessão do Júri foi realizada no Fórum da Comarca de Picos, encerrando um capítulo doloroso na vida de Sandra Maria da Silva.

Implicações do caso

Este caso lança luz sobre as complexidades do sistema judicial brasileiro, especialmente em casos que envolvem alegações de violência doméstica e legítima defesa. A absolvição de Sandra não apenas aliviou a acusada e seus familiares, mas também estabeleceu um precedente importante sobre como tais casos são tratados pela justiça.

A decisão é vista não apenas como uma vitória pessoal para Sandra e sua família, mas também como um marco na forma como casos de legítima defesa são percebidos e julgados no Brasil.

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