Sexta, 04 de abril de 2025, 17:46
POLÍCIA

Alvo da PF usava documentos da mãe falecida para fraudes; entenda

Operação 'Benni' foi deflagrada na manhã desta terça-feira e desmantelou um grupo especializado em fraudes a bancos.

Uma operação da Polícia Federal, deflagrada na manhã desta terça-feira (1) em Teresina, desmantelou uma organização criminosa especializada em fraudes bancárias no Piauí. Estima-se que o prejuízo causado pela quadrilha tenha chegado aos milhões.

  

Delegado Marco Antônio, da PF Foto: Divulgação/PF

   

Um detalhe que chamou atenção em todo o caso foi o envolvimento de uma mulher, não identificada, que utilizava documentos da mãe falecida para realizar fraudes em bancos. O delegado Marco Antônio Nunes deu mais detalhes sobre o esquema em uma fala divulgada à imprensa.

O que aconteceu?

Segundo o delegado, a operação Benni cumpriu quatro mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva na capital piauiense. Uma organização criminosa especializada em fraudes bancárias, tendo como alvo principalmente a Caixa Econômica Federal, foi desmantelada pelos agentes. Houve também o sequestro de bens relacionados às práticas ilícitas, detalhou o delegado, além da apreensão de itens encontrados no 'escritório do crime'.

Como funcionava?

As investigações tiveram início em 2024, com a prisão de uma pessoa em flagrante. A polícia suspeitou da existência de um grupo organizado ao verificar declarações pertencentes à pessoa detida. A partir daí, o foco da PF se voltou ao desmantelamento do grupo. Conforme explicou o delegado, a quadrilha agia na confecção de documentos que eram utilizados para retirada de empréstimos em bancos.

Ela cooptava pessoas, trazia essas pessoas para um escritório, esse escritório tirava uma foto da pessoa, confeccionava um documento, e a pessoa já ia diretamente à Caixa Econômica ou a qualquer outro banco, apresentando aquele documento falsificado para tirar empréstimo”, explicou.

Outro detalhe revelado foi a divisão da organização em diferentes funções, como a de cooptação das pessoas interessadas e a do falsificador dos documentos.

Integrante da organização usava documentos da mãe falecida

Uma das envolvidas no esquema fraudulento utilizava documentos da própria mãe, já falecida, para cometer os crimes, explicou a PF.

Ela se utilizava de documentos da própria mãe falecida para cometer crimes, entre eles, receber valores da mãe como se viva estivesse”, frisou o delegado Marco Antônio.

Os suspeitos alvos da operação devem responder pelos crimes de falsificação de documentos, estelionato e formação de organização criminosa, entre outros.

Leia Também

Dê sua opinião: