O advogado Djalma Filho renunciou à defesa de Douglas Fonseca Araújo, fundador e CEO do DF Group, que é investigado pela Polícia Civil por suspeita de participação em um esquema de fraudes financeiras envolvendo centenas de investidores. A saída do advogado encerra sua atuação no caso e ocorre em meio às investigações sobre as movimentações financeiras da empresa e os valores que teriam sido aplicados pelos clientes.
Antes de deixar a defesa, Djalma Filho havia afirmado publicamente que o grupo empresarial reconhecia uma dívida de aproximadamente R$ 355 milhões. Na ocasião, porém, o advogado sustentou que Douglas Fonseca teria patrimônio e recursos suficientes para cumprir os compromissos assumidos com os investidores. A renúncia agora abre uma nova etapa no caso e pode levar a esclarecimentos sobre as razões que fizeram o advogado deixar a representação.

Djalma Filho também havia declarado que trabalharia para buscar a devolução dos valores aos investidores afetados. Com a saída, a defesa do empresário deverá ser assumida por outro profissional, caso seja constituído um novo advogado. Até o momento, não foram apresentados, no material fornecido, detalhes sobre os motivos específicos que levaram à renúncia. A expectativa mencionada é de que o advogado possa explicar publicamente sua decisão.
Douglas Fonseca permanece submetido a medidas cautelares determinadas pela Justiça. Entre as restrições estão o uso de tornozeleira eletrônica, a retenção do passaporte e a proibição de deixar a comarca onde tramita o caso. Ele também não pode mudar de endereço nem manter contato com outros investigados no inquérito sem autorização judicial. As investigações continuam para apurar as suspeitas relacionadas ao grupo e esclarecer a situação financeira envolvendo os investidores.

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