Quarta, 04 de março de 2026, 14:47
OPERAÇÃO BARÃO VERMELHO 3

GAECO apresenta denúncia contra grupo investigado por crimes financeiros e tráfico no Maranhão

Grupo é investigado por lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e outros crimes.

O Ministério Público do Estado do Maranhão, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), denunciou 13 pessoas por integrar uma organização criminosa interestadual. A denúncia é resultado da Operação Barão Vermelho 03, desdobramento das operações Integração I, Mormaço e Barão Vermelho 01 e 02, e foi assinada em 17 de novembro de 2025 por seis promotores de Justiça.

Entre os denunciados estão Edney de Sousa, Dayrlane Vilarinho e Silva, Josimar Barbosa de Sousa, Tereza Cristina de Sousa Pacheco Barbosa, Caio Felipe Pacheco Fortunato, Angélica Florinda Pacheco Barbosa Barros, Cleonice Fontenele Cavalcanti, Joison Gomes Machado, Jefferson de Moraes Marinho Filho e Josiel Meneses de Carvalho Júnior, além de outros investigados citados na ação. Segundo o MP, o grupo atuava de forma estruturada em crimes como tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, falsificação de documentos, agiotagem e ocultação de patrimônio ilícito.  

GAECO Reprodução
   

De acordo com a denúncia, a organização utilizava empresas de fachada para lavar dinheiro proveniente das atividades criminosas. Entre elas estão a Barão Veículos e a ACF Comércio e Serviços Automotivos Ltda., ligadas a Josimar Barbosa de Sousa. As investigações apontam que uma das empresas, embora registrada como de pequeno porte, movimentou mais de R$ 100 milhões em um único exercício financeiro. Também foram identificados saques fracionados e uso de contas de terceiros para ocultar a origem dos recursos.

A denúncia ainda aponta ligação do grupo com a facção criminosa Família do Norte (FDN). O principal elo seria William Romário de Carvalho Aquino, que, mesmo preso desde 2023, teria continuado a comandar ações criminosas a partir do sistema prisional. As investigações também identificaram o uso de familiares como “laranjas” e a atuação de um braço armado da organização, responsável por cobranças, intimidações e episódios de violência, incluindo disparos de arma de fogo e negociação de armamentos.

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