A Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI) deflagrou, nesta terça-feira (13), uma operação interestadual para desarticular uma organização criminosa suspeita de atuar no tráfico de drogas, no comércio ilegal de armas de fogo e na lavagem de dinheiro. A ação reúne equipes das polícias Civil e Militar e tem como alvo o cumprimento de 25 mandados de prisão e 22 de busca e apreensão. Até o momento, 21 pessoas foram presas, segundo as informações divulgadas pelas forças de segurança.
As diligências ocorrem simultaneamente em Canto do Buriti, Caracol e São João do Piauí, no território piauiense; em Petrolina, em Pernambuco; e em Água Clara, no Mato Grosso do Sul. Conforme a investigação, o grupo tinha uma estrutura organizada, com integrantes responsáveis por diferentes atividades, incluindo distribuição de drogas, negociação ilegal de armas, apoio logístico e controle dos recursos financeiros. Uma das principais lideranças investigadas é identificada pelas iniciais R.S.M.
A apuração financeira, realizada com autorização judicial, apontou que contas ligadas às lideranças e a integrantes responsáveis pelas movimentações financeiras registraram mais de R$ 7 milhões em transações. O trabalho policial também envolveu diligências, análise de aparelhos eletrônicos e cruzamento de informações para identificar os suspeitos e as funções que desempenhavam. Além das prisões, foram apreendidos aproximadamente 16 quilos de drogas, entre cocaína e crack, um revólver calibre .38 e munições. A Justiça também autorizou medidas de bloqueio patrimonial para impedir a transferência ou ocultação de recursos suspeitos.
A operação é coordenada pela Delegacia Seccional de Canto do Buriti e pelo Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), com apoio de unidades especializadas do Piauí, de Pernambuco e do Mato Grosso do Sul. Segundo o delegado Vinicius Araújo, responsável pela Delegacia Seccional de Canto do Buriti, a ação busca responsabilizar os investigados e reduzir a capacidade de atuação da organização. Os mandados seguem vinculados à investigação, que apura a participação de cada suspeito nos crimes investigados.