A Polícia Federal investiga movimentações financeiras atribuídas à vereadora de Piripiri, Nalvinha Melo (PDT), após identificar operações consideradas suspeitas entre fevereiro de 2025 e maio de 2026. Conforme relatório baseado em dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), mais de R$ 2,8 milhões circularam em contas vinculadas à parlamentar durante o período. Segundo a apuração, os valores são considerados incompatíveis com a renda mensal declarada de R$ 16 mil.
A investigação ganhou força após a prisão em flagrante da vereadora, registrada em 24 de junho, dentro de uma agência bancária em Piripiri, logo após o saque de R$ 500 mil em espécie. A defesa informou que o dinheiro seria destinado à compra de um imóvel e afirmou que a origem dos recursos e a finalidade da operação serão comprovadas judicialmente. Após audiência de custódia, Nalvinha Melo recebeu liberdade provisória mediante pagamento de fiança.

De acordo com o relatório de inteligência financeira citado pela Polícia Federal, a vereadora possui ligação com oito empresas que apresentam sequência de operações classificadas como suspeitas. Destas, quatro permanecem ativas, sendo duas localizadas em Piripiri e duas em Fortaleza, no Ceará. Durante o andamento das investigações, a Justiça determinou a suspensão das atividades econômicas exercidas pela parlamentar nessas empresas.
Ainda segundo a PF, parte significativa dos recursos recebidos pela investigada teria origem em uma empresa da qual ela figura como sócia-administradora. A companhia recebeu aproximadamente R$ 14,3 milhões em pagamentos feitos por 12 prefeituras dos estados do Piauí, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte entre 2022 e 2026. A corporação policial apura se houve eventual desvio de recursos públicos relacionados a contratos municipais. Além do dinheiro apreendido, também foram recolhidos documentos bancários e um aparelho celular para análise.

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