A Justiça Federal decretou a prisão preventiva de um professor suspeito de armazenar e compartilhar material de pornografia infantil em Teresina. A decisão foi tomada após investigação conduzida pela Polícia Federal, com apoio de autoridades da Alemanha, no âmbito de cooperação jurídica internacional.
As apurações começaram após a apreensão de um celular na Alemanha, onde investigadores identificaram um grupo de WhatsApp voltado ao compartilhamento de vídeos de abuso sexual. Entre os participantes estava um número atribuído a André Oliveira Tenório, morador da zona Sul de Teresina e natural de Matões, no Maranhão.

Segundo documentos enviados às autoridades brasileiras, o investigado teria distribuído ao menos uma imagem de pornografia infantil no grupo e recebido diversos outros arquivos do mesmo tipo. A Polícia Federal analisou os dados, que incluíam registros técnicos e relatórios do NCMEC, organização internacional que monitora crimes dessa natureza.
Durante audiência de custódia, a Justiça avaliou a gravidade do caso e manteve a prisão preventiva. O juiz responsável destacou indícios de armazenamento contínuo do material e a necessidade de afastar o investigado do convívio social para proteger possíveis vítimas. O professor permanece preso e à disposição da Justiça.

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