A Patrulha Maria da Penha poderá passar a atuar no campus da Universidade Federal do Piauí, em Teresina. A possibilidade começou a ser debatida nesta segunda-feira (31), durante uma reunião entre representantes da UFPI e da Secretaria de Segurança Pública do Piauí. A proposta prevê rondas nas principais vias do Campus Ministro Petrônio Portella.

Antes de colocar a medida em prática, as instituições deverão avaliar como será o funcionamento da ação e ouvir estudantes, servidores e demais integrantes da comunidade acadêmica. A intenção é definir uma forma de atuação que se encaixe na estrutura e nas necessidades da universidade.

A proposta surge como mais uma medida dentro da parceria entre a UFPI e a SSP-PI para o enfrentamento à violência contra a mulher. A universidade já conta com a Sala Lilás, espaço criado para receber e orientar mulheres que tenham vínculo com a instituição e precisem de acolhimento ou encaminhamento para outros serviços da rede de proteção.

A coordenadora do serviço, Nayara Marques, afirmou que uma eventual presença da patrulha pode complementar o trabalho já realizado, principalmente porque a Sala Lilás não possui poder de polícia. Segundo a SSP-PI, a discussão está em fase inicial e ainda não há uma data definida para o início das rondas. A proposta seguirá em análise antes de uma possível implantação.