A aprovação de mais uma operação de crédito do Governo do Estado voltou a provocar embate entre deputados governistas e de oposição na Assembleia Legislativa do Piauí. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou, nesta terça-feira (9), um novo empréstimo de R$ 1,47 bilhão junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e ao Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird), ambos com garantia da União.
A base governista defende que os recursos serão utilizados para acelerar investimentos considerados estratégicos para o estado e sustenta que o Piauí mantém capacidade fiscal para assumir novas operações de crédito.
Em entrevista ao Central Piauí, o deputado estadual Ziza Carvalho afirmou que o projeto é positivo para a população e destacou os índices fiscais do estado junto ao Tesouro Nacional.

“O estado tem nota B+ no âmbito da saúde fiscal do Tesouro Nacional, bem superior a estados como Minas Gerais, Goiás e Rio Grande do Sul. Está totalmente dentro da Lei de Responsabilidade Fiscal. São investimentos necessários, tanto na área da saúde, com a construção do novo Hospital Infantil em Teresina, quanto na manutenção da malha viária”, justificou o parlamentar.
Já a oposição alertou para o aumento do endividamento estadual e o impacto futuro nas contas públicas. O deputado estadual Gustavo Neiva, do Progressistas, criticou a aprovação da matéria e afirmou que o estado pode enfrentar dificuldades financeiras nos próximos anos.

“Essa conta já está chegando. O próprio secretário de Fazenda já disse aqui na Assembleia que o Estado do Piauí gastou, em 2025, R$ 2,4 bilhões apenas com pagamento de juros de empréstimos. Está provado que o estado não tem capacidade de pagamento. Vamos insistir em continuar endividando o estado? Em pouco tempo, o governo terá que escolher entre pagar empréstimos ou manter serviços essenciais”, declarou.
Na votação da CCJ, votaram favoráveis ao projeto os deputados Ziza Carvalho, Nerinho e Dr. Vinícius. Contrários à proposta, votaram Gustavo Neiva e Aldo Gil, ambos do Progressistas.
Após a aprovação na Comissão de Constituição e Justiça, o projeto segue agora para análise da Comissão de Fiscalização e Controle, Finanças e Tributação da Alepi.

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