O deputado federal Júlio Arcoverde (Progressistas) criticou o contrato de concessão da Águas do Piauí durante entrevista ao Portal Central Piauí, nesta segunda-feira (31). O parlamentar classificou o acordo como “muito mal feito” e questionou a falta de participação popular no processo.

Segundo Júlio, não houve audiência pública antes da concessão dos serviços e faltaria uma fiscalização efetiva sobre a atuação da empresa. Para ele, problemas como interrupções no abastecimento e cobranças consideradas indevidas deveriam resultar em punições.

O deputado também questionou a estrutura de atendimento da concessionária nos municípios. Na avaliação dele, o número de equipes disponíveis não seria suficiente para atender às demandas de diferentes regiões do estado.

Júlio comparou a situação com o período em que o abastecimento era administrado por empresas estatais e afirmou que, apesar das dificuldades existentes, havia representantes locais que poderiam ser acionados para solucionar problemas.

Deputado pede revisão do contrato

Durante a entrevista, Júlio Arcoverde defendeu que o contrato da Águas do Piauí seja analisado novamente pelos órgãos de controle. O parlamentar citou especificamente o Tribunal de Contas e afirmou que a agência reguladora precisa atuar de forma mais rigorosa na fiscalização dos serviços.

“Falta boa vontade de fiscalizar”, declarou o deputado, ao questionar a atuação do órgão responsável pela regulação.

O parlamentar também fez uma declaração sobre a empresa responsável pela concessão. Júlio afirmou que a companhia seria conhecida nacionalmente, segundo ele, por supostos pagamentos de propina em contratos de concessão. Ele ressaltou, porém, que não sabe se houve qualquer irregularidade desse tipo no Piauí e disse não querer atribuir má-fé ao processo.

Ao final, o deputado reforçou a necessidade de fiscalização do contrato e afirmou que a população precisa ter mecanismos para cobrar melhorias no abastecimento e na prestação dos serviços.