A Justiça da Itália volta a analisar nesta quarta-feira (1º) um pedido de extradição envolvendo a ex-deputada federal Carla Zambelli. O julgamento ocorre na Corte Suprema de Cassação, que é a última instância do sistema judicial italiano.
O caso diz respeito a uma decisão da Justiça brasileira que condenou a ex-parlamentar a cinco anos e três meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. A condenação está relacionada a um episódio ocorrido durante o segundo turno das eleições de 2022.
Em etapa anterior, a Corte de Apelação de Roma havia autorizado a extradição para o Brasil. A defesa recorreu, e agora a Corte de Cassação vai decidir se mantém ou revoga a autorização. Caso seja confirmada, a decisão final caberá ao ministro da Justiça da Itália.

A ex-deputada também responde a outro processo de extradição negado em maio pela Justiça italiana, relacionado a uma condenação de dez anos por invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça. Carla Zambelli deixou o Brasil em maio de 2025, passou por outros países e foi presa na Itália em julho, mas acabou liberada após a primeira decisão contrária à extradição.
Este não é o único processo envolvendo a ex-parlamentar no país europeu. Em maio, a Justiça italiana negou outro pedido de extradição relacionado à condenação de dez anos de prisão no Brasil por invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça, caso que também envolve o hacker Walter Delgatti Neto. Na ocasião, a corte entendeu que houve conflito de atuação em partes do processo. Carla Zambelli deixou o Brasil em maio de 2025, passou por Argentina e Estados Unidos, e foi presa na Itália em julho, sendo posteriormente colocada em liberdade após a primeira negativa de extradição.

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