Terça, 17 de março de 2026, 22:24
ELEIÇÕES 2026

Lúcia Santos critica telemedicina e OSs e aponta “precarização” da saúde no Piauí

Segundo a tucana, o sistema enfrenta um cenário de deterioração, com falta de estrutura e dificuldades no atendimento à população.

Durante o anúncio da aliança entre PSDB, Podemos e Cidadania, realizado na zona leste de Teresina, a pré-candidata ao Governo do Estado, médica Lúcia Santos, fez duras críticas à situação da saúde pública no Piauí e à gestão do governador Rafael Fonteles.

  
Pré-candidata ao Governo do Estado, médica Lúcia Santos Foto: Hanniel Libni
 
 
 

Segundo a tucana, o sistema enfrenta um cenário de deterioração, com falta de estrutura e dificuldades no atendimento à população.

“Estamos vendo uma saúde precarizada, deteriorada, com médico praticamente sem recursos no sistema público e, muitas vezes, sem médico. O SUS corre risco de entrar em falência”, afirmou.

Lúcia destacou que a situação preocupa ainda mais diante da dependência da população pelo sistema público. “Mais de 90% dos piauienses dependem do SUS. O médico quer estar no serviço público e a população sempre quis ser atendida de forma presencial”, disse.

A pré-candidata também criticou a implementação de modelos como a telemedicina no estado, afirmando que a estratégia não tem funcionado como deveria. “A tele-saúde foi implantada de maneira errada. Não funciona da forma como está. Em vez de melhorar, acabou piorando um sistema que já tinha problemas de gestão e subfinanciamento”, pontuou.

Outro ponto levantado foi a falha na regulação de pacientes, especialmente na transferência do interior para atendimentos especializados na capital. “A regulação não está funcionando. Os pacientes são atendidos nas cidades e não conseguem acesso aos serviços especializados em Teresina”, afirmou.

Lúcia Santos também fez críticas às Organizações Sociais (OSs), modelo adotado na gestão de unidades de saúde. “As OSs chegaram com a promessa de melhorar a gestão, mas o que estamos vendo é evasão e desperdício de recursos, sem melhoria efetiva na qualidade do atendimento”, concluiu.

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