O ex-deputado e pré-candidato à Assembleia Legislativa do Piauí, Mauro Tapety, afirmou que o fim da fusão cruzada entre MDB e PSD para a disputa proporcional foi uma decisão baseada em cálculos eleitorais, e não em conflito político.

Segundo ele, estudos feitos pela bancada emedebista indicaram que o partido teria melhor desempenho concorrendo de forma isolada.
“Matemática não tem confusão. É uma ciência exata. Foi feito um cálculo e, juntos, faríamos menos deputados do que separados”, declarou.
De acordo com Tapety, a projeção é de que o MDB eleja entre nove e dez parlamentares caso dispute sozinho, número superior ao cenário de coligação.
“Nós podemos fazer de nove a dez deputados com tranquilidade. Com a coligação cruzada, seriam sete. Ninguém pode dar um tiro na própria cabeça. Na política, a luta é pela sobrevivência”, afirmou.
O pré-candidato também negou qualquer tipo de ruptura traumática ou traição no processo, destacando que a decisão foi construída internamente.
“Não houve perseguição nem sujeira. Foi uma decisão da maioria, tomada de forma clara”, disse.
Apesar do fim da aliança proporcional, Tapety ressaltou que o entendimento político entre as siglas permanece na chapa majoritária. Segundo ele, o MDB deve apoiar o pré-candidato ao Senado, Júlio César Lima, do PSD.
Ele também citou o deputado Georgiano Neto, afirmando que o clima entre os partidos tende à normalização e que ainda há possibilidade de entendimento em outras frentes, como na disputa para a Câmara Federal.
“A coligação para deputado federal ainda pode acontecer. Isso seria bom para os dois lados”, concluiu.

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