O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República e deputado federal licenciado, Guilherme Boulos (PSOL), defendeu nesta quinta-feira (5), durante visita a Teresina, a criação de uma federação entre o PSOL e o Partido dos Trabalhadores (PT). Segundo ele, a união entre as siglas pode ampliar a articulação do campo político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A proposta de federação surgiu após convite feito pela direção nacional do PT ao PSOL. Durante agenda na capital piauiense, Boulos afirmou que o tema ainda está em discussão dentro do partido e que não acompanha diretamente as articulações eleitorais locais no Piauí. Ele disse apoiar a construção da federação e destacou que o debate ocorre neste momento entre as correntes internas da legenda.

Boullos falou que esse é um debate interno do partido, eu não estou acompanhando os palanques aqui no Piauí, mas eu sou um defensor e tenho dito isso. É um debate que o PSOL está fazendo nesse momento, a partir de um convite feito pelo presidente do PT, o Edinho Silva, de uma federação. Toda a esquerda, todo o campo progressista tem que estar junto.
A proposta, porém, provocou divisões dentro do PSOL. O grupo político ligado a Boulos passou a defender publicamente a federação, enquanto outras correntes do partido manifestaram oposição à medida.
A decisão sobre o tema será tomada no próximo sábado (7), quando o PSOL realizará uma votação interna para definir o posicionamento da legenda. Participam do processo as 17 correntes que compõem o partido, cada uma com peso proporcional ao número de filiados que representa. Entre elas, a Revolução Solidária, ligada a Boulos, reúne cerca de 20% dos filiados, enquanto outras correntes com maior representatividade, como Primavera Socialista, Movimento Esquerda Socialista e Fortalecer, têm posição contrária à proposta.

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